ABAIXO CHAREST!

Eu sinceramente não consigo me posicionar nessa história toda da briga entre os estudantes e o Governo Charest sobre a alta dos droits de scolarité. Sem viver o “ambiente” o melhor é ficar em cima do muro e não falar besteira. Imagino (e só imagino) que dos dois lados, do que hoje se tornou uma verdadeira guerra, existam verdades e gente que pensa e trabalha para defender “o seu”.

Nós, brasileiros, já vimos esse filme. Lembram?

Contudo-entretando-todavia, o Governo Charest e seus aliados conseguiram nos últimos dias tirar parte do meu tesão de imigrar. A chamada “loi matraque”, a lei especial 78, criada e aprovada pelo congresso québecois extrapolou os limites do bom senso e dos direitos que qualquer nação considerada democrática jamais poderia tocar. Cercear esses direitos é remar contra uma solução.

Assim como os episódios de vandalismo nas ruas e no metrô de Montréal por parte dos estudantes são despresíveis essa lei marcial, digna de uma ditadura, é ainda pior. Fico triste por constatar que o ser humano ainda precisa amadurecer demais pra chegar à soluções simples sem precisar de atitudes absurdas como essas.

O que fica é a sensação de estar trocando 6 por meia dúzia nesse aspecto. Infelizmente!

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UM PAINEL DA IMIGRAÇÃO, POR “ELES”

Semana terminando e já podemos afirmar que o assunto mais falado dessa vez foi, depois do combo para os dezembrinos (félicitations, mes amis!), a matéria do The Globe and Mail, de imprensa anglófona. Nela, um verdadeiro painel sobre a Imigração foi criado, baseado em pesquisas, entrevistas e estudos atualizados. Tudo graficamente perfeito, cheio de detalhes onde, destaca-se, passam à palavra muitas vezes, ao imigrante. Ou seja, um painel feito por eles, canadenses de origem e imigrantes residentes.

Bom, se alguém tinha ainda alguma dúvida de que o Canadá está revendo seus conceitos em relação à Imigração, essa reportagem é abrangente o suficiente para tirar essa pulga de trás da orelha. Além disso, sendo veiculada num dos mais respeitados veículos da imprensa do país, pode-se imaginar o a proporção e o interesse do Governo e do povo no assunto. E, particularmente, acho que discutí-lo é muito proveitoso para todos.

Não vou comentar o conteúdo da matéria pois nem terminei de ler ainda. Sem falar que à distância entre acompanhar as notícias e viver o ambiente, a realidade do dia-a-dia, é um abismo. Eu certamente falaria muita besteira. Mas acredito que, para nós imigrantes (futuros ou já residentes) este longo estudo traz respostas para diversos questionamentos referentes à adaptação, comportamento e valores. Elas podem estar escondidas, mas estão lá. OK, alguma coisa deve variar se a mesma temática for aplicada considerando a província de Québec apenas, mas entendo que de uma forma geral está tudo ali. Boa leitura!

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MÚSICA NO QUÉBEC – 3/3

Um pouco de música pra alegrar? Os novembrinos já estão quase lá. Os dezembrinos começaram a perceber uma certa movimentação no Consulado. E nós aqui torcendo pra que os combos do pessoal de Janeiro e Fevereiro venham num “tapa” só. É pedir demais, D. Maura?

E pra animar a festa, que tal o som do Les Cowboys Fringants? Eles são de Repentigny e já estão a mais de uma década fazendo pop rock francófono, inclusive levando seus sucessos à França e Suíça. Eu escolhi o clipe de “Tant Qu’on Aura de l’Amour” para ilustrar um pouco mais o estilo deles, vejam:

A bela Annie Villeneuve participou da primeira temporada do Star Académie, uma espécie de American Idol. Não foi a vencedora, mas a partir dali sua carreira deslanchou. Ela ganhou destaque em 2010 quando emprestou sua voz suave para o tema oficial dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver. Ela é casada com um jogador de hockey e faz o tipo “queridinha do orgulho nacionalista québecois“, manja? Outro que usa de seus dotes físicos para ganhar o público é Vincent Vallières. Ele faz o estilo conquistador com seus olhos azuis, mas não que suas canções pop não tenham já um apelo por si só. Vejam “Le Temps Est Long”:

E pra fechar essa série de posts sobre artistas e bandas do QC, dois exemplos bem distintos em estilo que mostram perfeitamente a diversidade musical francófona na província. Dumas, é de Victoriaville e desde os seus 21 anos aparece no cenário musical com certo destaque e sua música introspectiva. Muito premiado e bem recomendado pela crítica. O duo Tricot Machine vem de Trois-Rivières e faz o estilo indie. É um projeto que se tornou realidade meio que por acaso e vem agradando os ouvintes. Eu adoro “Pas Fait en Chocolat”:

E vamos cantando e levando a vida enquanto não chamam o nosso nome!

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MEU GUIA SOBRE EMPREGO NO QC

Não tem como fazer um guia “salvador” sobre a busca de emprego, seja no QC, no BR ou em qualquer outro lugar. Procurar emprego é uma tarefa árdua sempre. No nosso caso, algumas peculiaridades na recherche d’emploi já foram amplamente comentadas: os modelos de CVs e carta de apresentação (disponíveis em vários sites especializados), a construção de um bom réseau de contatos (networking) e a farta fonte de informação disponível sobre todas as áreas possíveis e imagináveis no IMT do Emploi-Québec são só algumas delas. Então, o que eu poderia trazer de novo sobre esse assunto?

Nas últimas semanas aprofundei um pouco mais minhas pesquisas sobre emploi, focado obviamente na nossa situação. Tudo começa com o code d’appellation d’emploi, que consta no CSQ. Ele é o código referente à sua profissão ou cargo ocupado, aquele que você apresentou no seu dossiê ao BIQ e defendeu na entrevista. É com ele que você vai começar a conhecer melhor o mercado de trabalho para esta profissão ou cargo, e inclusive fazer suas buscas por vagas. Mas como o brasileiro está acostumado a ter uma formação profissional e trabalhar em outra área/mercado, ou até mesmo, dentro da sua função exercer o trabalho de mais 2 ou 3 pessoas, então o buraco acaba sendo mais embaixo. Não dá pra sair buscando só aquele códigozinho. É bom conhecer melhor outros codes que podem estar alinhados ao seu conhecimento profissional, com aquilo que você faz no dia-a-dia ou o que você pode mencionar no seu CV como pontos à seu favor. Dessa forma, você pode abrir um leque enorme e consecutivamente aumentar as chances na busca por uma vaga. Trocando em miúdos: é preciso reaprender a “vender seu peixe”.

Tudo isso pra dizer que o maior aliado na sua recherche d’emploi só pode ser você mesmo. O seu trabalho será o de “procurar trabalho”. É difícil elaborar seu CV na forma québecoise? Prepare-se para criar vários, pois em muitos casos, para o mesmo tipo de vaga é preciso fazer pequenos ajustes que vão chamar a atenção do recrutador para o seu CV. A dica aqui é ser organizado. Com todos esses CVs e cartas bem guardados e catalogados no seu computador, a sua tarefa fica menos dolorosa. Acredito que a melhor forma para deixar o CV no ponto é procurando um conseiller gratuitamente em um Centre de Recherche d’Emploi. Estes organismos podem oferecer toda ajuda inicial e tirar as principais dúvidas. Outra dica óbvia, na verdade a primeira delas, é estar afiado no francês e no inglês. Ou você quer ser chamado pra entrevista e passar vergonha?

Conhecer e ter acesso a programas específicos de ajuda na integração profissional de imigrantes pode ser muito útil também. Vale dar uma conferida no Québec Pluriel e no Travail Immigrants. Além disso o SERACIM oferece ajuda em serviços de avaliação e reconhecimento de competências profissionais, muito útil para algumas áreas.

Outra coisa que pode ir à seu favor: sua empresa atual tem filial no Canadá? Tem negócios com alguma empresa canadense ou um representante por lá? Alguma conexão entre sua empresa ou cargo atual pertinente ao Canadá ou QC? É possível analisar isso calmamente e ver onde você pode se encaixar nesse contexto. Conhecer bem sobre sua profissão e como ela é regida e praticada em solo canadense pode te abrir os olhos para oportunidades que até então você não se dava conta.

Para entender as regras e direitos do trabalhador e do empregador, nada melhor que a Commission des Normes du Travail e o Ressources Humaines et Développement des
Compétences Canada, órgãos oficiais do Governo.

Por isso, amigos leitores, não há muito mais do que falar. Espero que, um dia, após ter passado por todas essas etapas, eu possa voltar aqui pra contar mais segredinhos sobre esse que é sem dúvida o maior desafio dos nouveaux arrivants. Antes de terminar quero deixar a lista abaixo, garimpada ao longo desses mais de 2 anos de espera.

E desejo de que cada um de vocês alcance o sucesso profissional da forma que escolheram!

Aide à la recherche d’emploi
Emploi Avenir: http://www.emploiavenir.ca/
Emplois etc: http://www.emploisetc.ca/
Mon Emploi: http://www.monemploi.com/
Réseau d’information jeunesse du Canada: http://www.jeunesse.gc.ca/
Carrefour Jeunesse Emploi: http://www.cjereseau.org/

Banques de recherche d’emploi
Jobboom: http://www.jobboom.com/
Monster.ca: http://www.monster.ca/
Beljob: http://www.bel.job.ca/
Jobbank: http://www.jobbank.com/
Carrières internationales: http://www.expat.org/
Emploirium.com: http://www.emploirium.com/
Repères-emplois: http://www.reperes-emplois.com/
Workopolis: http://www.workopolis.com/
Indeed: http://www.indeed.ca/
VoiceJob: http://www.voicejob.com/
La toile de Québec: http://www.toile.qc.ca/
Emploi – Job: http://www.emploi-job.com/
ActiJob: http://www.activemploi.com/
GO for JOB: http://www.go4job.net/
LOOK4CV: http://www.look4cv.com/

Un emploi dans votre domaine d’études
Agriculture: http://www.upa.qc.ca/
Assurance: http://www.avaca.com/
Chimie: http://www.chimie.qc.ca/
Dentaire: http://www.emploidentaire.com/
Finance et Comptabilité: http://www.123goemploi.com/
Marketing, Communication et Vente: http://www.isarta.com/
Plastique: http://www.plasticompetences.ca/
Santé: http://www.carrieresensante.com/
Ressources Humaines: http://www.latoiledesrecruteurs.com/
Finance, Comptabilité et Gestion: http://www.jobwings.com/
Ventes: http://www.salesrep.ca/
Informatique: http://www.itjob.ca/
Commerce de détail: http://www.retailjob.ca/
Ingénierie: http://www.recrutech.ca/
Soutien administratif: http://www.adminjob.ca/
Centre d’appels et service à la clientèle: http://www.callcenterjob.ca/
Gestion de projets: http://www.pmjob.ca/
Analyse d’affaires: http://www.bajob.ca/
Pharmaceutique: http://www.pharmajob.ca/
Santé: http://www.emploiensante.ca/
Juridique: http://www.legaljob.ca/
Temps-partiel et temporaire: http://www.temps-partiel.ca/

Sites de recherche d’emploi du secteur public
Agence de Développement de Réseaux Locaux de Services de Santé et de Services Sociaux: http://www.rrsss16.gouv.qc.ca/
Commission de la Fonction Publique du Canada: http://www.emplois.gc.ca/
Conseil du Trésor du Québec: http://www.tresor.gouv.qc.ca/

Travailler à domicile
Système Affaire @ domicile: http://www.concept-opportunite.com/

Sites d’études de salaire
Salaire selon les métiers: http://www.salaryexpert.com/

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MINHA OPINIÃO SOBRE A FEL – BLOC 2

Finalmente, cheguei ao final do Bloc 2. E definitivamente, a FEL é algo que revelou-se mais arrastado mais do que eu podia imaginar. Levei longos 7 meses nesse último bloco. A Lizie já passou pro Bloc 4 mas também vai aos trancos e barrancos, coitada. As críticas são as mesmas já comentadas ao final do Bloc 1, sobre o curso em si e sobre a minha atitude em relação à ele. Infelizmente. E a justificativa é a de sempre: a rotina apertada nos impede de dedicar mais tempo ao estudo do francês. Ao mesmo tempo isso pesa demais na nossa consciência pois sabemos da importância que o idioma tem para a boa adaptação. Imaginem o conflito interno! De qualquer forma, estamos certos de que esse é o melhor que podemos fazer agora. Não desenvolvemos muito, mas mantemos contato com a língua. Eu leio e ouço muitas coisas em francês, temas do cotidiano em geral, e com isso ganho vocabulário, mas na hora de falar… O resultado: estamos cientes que vamos ter que mergulhar de cabeça no francês quando chegarmos em Montréal.

E se a gente não evolui o esperado no idioma, ao menos no conteúdo sócio-cultural apresentado em meio às atividades da FEL o progresso é grande. No Bloc 2 os temas abordados foram “Les services publics et la santé”, “Les médias et la culture“, “La consommation et les affaires” e “La vie démocratique au Québec“. E daí que nessa a gente tira muita informação e conhecimento importante pro futuro.

Agora, uma coisa que já vem soprando no meu pensamento faz algum tempo. Eu não vejo as pessoas que estão na mesma fase que a gente no processo comentando sobre a FEL. E me pergunto: será que só a gente acompanha (ou comenta) o curso? Porque? Talvez os brasileiros candidatos à imigração estejam estudando por outros meios, talvez não. E isso me deixou curioso. Então, qual é o enigma?

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MEU GUIA SOBRE A SAÚDE NO QC

Falar sobre a Saúde no QC é polêmica na certa. É talvez o ponto mais frágil no painel da imigração devido a N problemas. Mas como ainda não temos “bagagem” pra comentar à respeito, vamos deixar para falar sobre isso no futuro. Hoje, a proposta desse Guia é a de trazer informações que podem ajudar os leitores a entender melhor como a coisa funciona (ou deveria funcionar) e onde/como achar o que você precisa quando o assunto é saúde e bem estar.

Todo mundo sabe que o atendimento público só acontece depois que você tem em mãos a sua carte d’assurance maladie, portato é uma das primeiras medidas a serem tomadas assim que você põe os pés no QC. Ela leva aproximadamente 90 dias para ficar pronta, então é interessante contratar um plano de viagem para esse período, por garantia.

Os serviços de saúde e os serviços sociais estão integrados em uma única administração, portanto, sendo públicos, são acessíveis a todos indiscriminadamente. O quadro abaixo pode ajudar a explicar um pouco melhor como a rede de atendimento de saúde e social funciona.

Dentro dessa rede as CSSS, CLSC, CHSLD, os hospitais gerais e clínicas privadas têm suas funções bem definidas. Todos os detalhes estão nessa brochura em português, criada pelo Ministère de la Santé et des Services Sociaux. Em suma, tudo o que é urgência vai para os grandes Hospitais. E o que é urgência? Bem, espero não precisar saber…

Os casos menos graves, consultas e acompanhamentos são tratados exclusivamente em:

CLSC – Centres Locaux de Services Communautaires: espécie de policlínicas localizadas em cada bairro para o atendimento dos moradores daquela região, onde é oferecido antedimento básico de saúde, prevenção, avaliação, diagnóstico e tratamento. Esse atendimento pode ser com ou sem hora marcada;

GMF – Groupes de Médecine de Famille: grupo de clínicos gerais que trabalha em colaboração com enfermeiras da rede pública para o exercício da medicina de família junto à população cadastrada. O cadastramento a um médico integrante de um GMF é voluntário e gratuito.

Para quem pretende se instalar em Montréal, eu achei esse site incrível. Nele você tem o cadastro de toda a rede de atendimento da ilha, telefones, sites e informações gerais. Ótimo para começar a procurar aquela brecha na agenda em algum lugar pra você! RÁ!

Como apoio à toda essa rede existe o Info-Santé, que pode parecer algo muito estranho para nós brasileiros, que é o atendimento primário por telefone. Quero ver medirem minha pressão, auscutarem meu coração e avaliarem o meu estado por telefone…

Descobri também esse e esse site com o cadastro completo de toda rede de atendimento de saúde no QC. Vale como referencial.

Há também planos privados, exatamente como no BR, mas de fato eu sei quase nada sobre isso. Désolé!

Então é isso. Atchim!

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E AGORA, JOSEPH?

Primeiro foi o pacotão de mudanças no final de 2011, tanto para o processo Provincial quanto para sua conclusão no Federal, que deixaram à todos atordoados. À princípio consideradas mudanças ruins mas que num longo prazo podem refletir benefícios, principalmente na questão do aumento dos requisitos quanto ao nível de francês. E quem mandou o Federal pra Sydney já estava recebendo o místico numèro de demande, ó que beleza! E a gente pensando: a torneirinha vai fechar em breve!

Depois foi o prazo do Federal que passou pra 16 meses, e a polêmica declaração do Seu Ministro. Fogo no circo! Fujam para as montanhas! De quem é esse backlog aí que vocês estão falando, do FSW ou tem CSQ aí no meio? Faltou transparência. Hã? Mais de 1 milhão na fila? Afinal, quem o Canadá acha interessante: o refugiado, o reagrupamento familiar ou o trabalhador qualificado? E aumentar o trabalho do já escasso e confuso pessoal do Consulado pode? Sim, porque agora parece que todo mundo espera o visto de RP já em terras geladas, porque também aplicam pra trabalhador temporário e/ou turismo. Assim a fila não vai reduzir mesmo. Deixar as empresas escolher quem “pode imigrar”? Medo dos rumos que esse processo todo está tomando.

Agora, é a clara falta de diálogo entre Ottawa e Québec. Entre o Governo e o empresariado. Uns reduzem à 14300 o número de processos para o próximo ano, enquanto outros não param de fazer palestrinhas de divulgação. Até SPAM parece que andou voando pra caixa de e-mail do povo, vejam só! Vai reduzir backlog assim como? E o prioritário tem mesmo “prioridade” na hora de arrumar emprego? Alguém lembrou de avisar às Ordens? Alguém avisou monsieur le patron? Ah, sim! E a taxa do CSQ aumentou (muito!).

E sigo com meus “achismos”: penso que quem está nesse backlog monstro já sofreu as consequências dessa avalanche de más notícias. Sim amigos, a torneira já estava fechada pra nós e nem percebemos. Tem um “flanelinha” lá em cima que diz quando e quantos podem subir. Comprenez-vous?

Daí eu me sinto aquele cara que está na fila do banco há hoooras. Fila daquelas que faz caracol, saca? Anda e pára, passos curtos, calor, impaciência, um tio fungando na sua nuca. E vai chegando a minha vez. Só que de repente percebo que o cara da frente tá com um malote cheeeio e o entrega pro caixa. E eu fico ali ainda esperando uma eternidade, na boca do caixa. Tão perto, tão longe.

Não quero ser O chato. Aliás, minha proposta de blog nunca foi entrar nas polêmicas, nas teorias de conspiração, etc. Mas como é difícil a gente ficar alienado com todas essas movimentações ocorrendo, né? Acredito de verdade que todas as mudanças que apareceram são para o bem. Vejo que existe ação positiva no intuito de dar novos rumos pra imigração, seja remodelando ou acelerando o processo. Acredito ainda que o QC é um sonho possível de ser alcançado e que guarda o que procuramos esse tempo todo. Mas o resultado por hora são problemas pra quem ainda não mandou seu dossiê pro BIQ e inseguranças pra quem espera o visto.

Afinal, vocês querem ou não o trabalhador qualificado? Orra, isso tá parecendo Brasil, ou não tá? Rio pra não chorar.

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MÚSICA NO QUÉBEC – 2/3

Já deixei o desânimo de lado. Agora, continuando com nosso papinho “dó, ré, mi”…

Vamos começar hoje com 3 nomes clássicos da música popular québeca (MPQ?). Os ancestrais do Mes Aïeux fazem um estilo mais folk neo-traditional com letras recheadas de sátiras na política, na vida moderna e na própria história do QC. Acabaram de lançar “À l’aube du printemps”, que eu ainda não ouvi. Mas vale muito pra quem quer conhecer o tipo de música que o québecois nativo gosta de ouvir.

 

Já o som do cantor e compositor Jean Leloup é bem mais rock’n roll. Fez muito sucesso nos anos 80. Caiu no ostracismo nos anos 90 e voltou nos anos 00 como Jean Leclerc, seu nome de batismo. Já a trupe do Les Colocs é considerada a maior banda québecoise dos anos 90. Suas letras falam de multiculturalismo e consciência social sem ser piegas. Após a morte do “capitão” Dédé Fortin a banda chegou ao fim. Abaixo o video de um dos seus maiores sucessos:

 

Karkwa foi uma descoberta recente, dica do Flávio. São de Montréal e fazem indie rock esperto, muito premiado nos seus últimos trabalhos. Gosto principalmente das linhas de teclados do François Lafontaine. E pra fechar o post de hoje, temos Ariane Moffat. Conhecida por ir do jazz à música eletrônica sem fazer cerimônia, já trabalhou com diversos outros nomes da música pop local. Deixo pra vocês o video da música que 11 em cada 10 candidatos à imigração já ouviram, influenciados por seu professor:

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DESÂNIMO

Hoje eu não estou legal. Já venho à dias tentando manter o otimismo, a calma e a paciência. Desde que o ministro Kenney fez declarações polêmicas sobre os processos em atraso no Federal eu sustento que jamais eles iriam ter culhões de nos dar um cartão vermelho a essa altura do jogo. Afinal, além de números no backlog deles, somos também famílias, planos e esperanças, e despejamos todo nosso tempo e dedicação nisso (pra não falar do custo). Mas receio que isso não esteja mais no rol de interesses do Ministério. Com isso as notícias pipocam e sempre são negativas. E seguimos sem saber o que pensar, o que fazer e o que esperar.

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ENTENDENDO O DOSSIER DE CRÉDIT

Antes de mais nada é preciso avisar à todos: baixem essa brochura aqui. Sério, é imperativo que a leiam todos aqueles que querem se aprofundar nesse assunto. Nela todos os “segredos” sobre o dossiê de crédito são revelados. Feita, pela Agence de la Consommation en Matière Financière du Canada (ACFC), ela é uma forma prática de entender algo que no BR não é comum e que por esse motivo pode causar estranheza e confusão para muitos.

Devo dizer que, ao menos na teoria, esse sistema é bem justo. Ao contrário do que é feito aqui, as agências de avaliação pontuam também a parte positiva do seu histórico de consumidor. E de acordo com essa pontuação você é mais bem visto (ou não) pelos bancos, comércio em geral, financiadoras, etc. Com isso os juros oferecidos por esses credores vão flutuando, conforme essa imagem que você mesmo constrói, mediante seus hábitos de consumo e principalmente, com suas contas sempre sendo pagas em dia.

A dificuldade para o imigrante é que ele chega em solo canadense sem um histórico, sem nada. Ou seja, ele é um estranho para o mercado financeiro (aka risco). E recomeçar a vida sem crédito é dureza. É mais difícil alugar um imóvel ou comprar um aparelho celular, por exemplo. Mas não tem jeito, todos começam do zero. Por isso, é importante definir as questões bancárias: disponibilidade de cartão de crédito com bom limite para o nouveau arrivant, por exemplo. Vou comentar mais sobre isso em outro post.

Para terminar quero deixar algumas dicas que garimpei por aí. Espero que ajude à todos de alguma forma já que é um tema importantíssimo para a reussite de cada um:

  • Mesmo utilizando as mesmas informações, existem diferentes métodos para o cálculo de sua pontuação podendo este variar entre diferentes instituições;
  • Você pode verificar sua pontuação online no site da Equifax e da TransUnion pagando uma taxa ou obter uma cópia gratuita pelo correio ligando para as agências. Sua pontuação no entanto não aparece no dossier recebido pelo correio;
  • Sua pontuação não é um critério utilizado na avaliação de crédito. Seu relacionamento com a instituição e garantias oferecidas também representam um papel importante no processo;
  • Procure sempre pagar suas contas em dia, pelo menos o mínimo, para aquelas que oferecem esta opção;
  • Não exceda seu limite de crédito. Quanto maior o seu balanço, maior o impacto em sua história de crédito;
  • Evite fazer muitas aplicações de crédito, tipo pedido de cartões de crédito ou financiamento bancário. Se vários pedidos forem feitos num período curto de tempo, isto poderá influenciar negativamente sua história de crédito;
  • Evite cartões de crédito de loja, se você não os usa, assim como cartões inativos pois eles contam como valores disponíveis e contarão pontos para o seu fator pessoal de risco;
  • Procure construir a sua história de crédito. Você pode ter baixo número de pontos caso você não tenha história de comprar a prazo ou pedir empréstimos e pagá-los de volta. O uso do cartão de crédito é uma forma de você construir sua história de crédito de forma natural.
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