MONTRÉAL TEM UM NOVO PREFEITO

Todo mundo aqui sabe, ou deveria saber, que nos últimos meses a cidade de Montréal teve nada menos do que 3 prefeitos. Envolvido em casos de corrupção, o primeiro, Gerald Tremblay, pediu pra ir pro chuveiro mais cedo. Foi um escândalo que acompanhei ainda no
BR. Seu sucessor, Michael Applebaum, foi declarado culpado em affairs suspeitos e só faltou sair algemado da Prefeitura. O terceiro, finalmente, ficou lá quietinho esquentando o banco até agora, momento da eleição. Eu nem lembro o nome dele.

Sai que tua, Denis Coderre!!!

Sai que é tua, Coderre!!!

Fait que no domingo passado houveram eleições municipais e Denis Coderre sagrou-se vencedor e por isso tomará as rédeas da cidade pelos próximos anos. Foi uma eleição com número recorde de candidatos. Algum apelo público para que os eleitores fossem às urnas
escolher seu mandatário. Mas um desavisado passaria tranquilamente pela cidade sem saber que o pleito estava por vir. Pouco se viu em matéria de marketing político pelas ruas, comparado com o que estamos acostumados. Sujeira quase zero. Eu não via sequer as pessoas debatendo o assunto nas ruas ou as via pouco interessadas. Isso me causou uma certa de estranheza pois eu imaginava que o povo daqui fosse um pouco mais politizado. Não foi o que vi, pelo menos não agora.

Pra falar a verdade eu também não acompanhei de perto a campanha. Primeiro, porque ainda não tenho direito ao voto. Segundo, porque, bem… eu tinha mais o que fazer. Um patrão pra impressionar, uma casa pra ajeitar, uma filha pra cuidar. Vocês sabem como é. Mas, como gosto de acompanhar a cena política, eu consegui ler um artigo ou outro no jornal e tentei me posicionar à respeito. Se por um lado eu me identifiquei mais com as propostas de M. Coderre que com as dos outros candidatos, por outro o que se ouvia é que ele faz parte da panelinha que afundou a cidade nos últimos anos com a máfia da construção civil. Ou pelo menos, que pessoas ligadas à ele e à sua campanha estão em parte responsáveis por tudo isso que aconteceu. Por isso, não sei o que esperar.

O que podemos fazer é manter a esperança de que essa sujeira não seja varrida pra debaixo do tapete. Que a Commission Charbonneau não acabe em pizza poutine. E que de fato os rumos da cidade que estamos aprendendo a amar estejam em boas mãos. Temos problemas graves aqui, num grau talvez menor dos que tínhamos no BR. Mas temos. O medo meu é que maus governantes acabem optando pelas mesmas vias que certos Malufs, Lulas e Sarneys tomaram no meu país e que com isso a coisa desande de vez. Attention, M. Coderre! Não estamos dispostos a mudar de país de novo, OK? Então, muda Montréal!

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