PROCURANDO EMPREGO: O LADO PRÁTICO

Nessa montanha-russa de emoções que é esse processo de imigração, depois de ter encarado todas as etapas, posso afirmar hoje, sem medo de errar, que a parte mais cabeluda é a fase da procura pelo primeiro emprego. Isso, claro, pr’aqueles que não têm a sorte de chegar aqui já empregados, não trabalham em TI ou numa área com grande demanda. A necessidade de tocar a vida, fazer o dinheiro entrar e não passar (mais!) aperto, versus as barreiras que existem para que se atinja esse objetivo fazem com que essa fase seja às vezes longa, sofrida e cheia de questionamentos. Mas lembre-se, é apenas mais uma fase. Meus próximos 3 posts serão sobre esse tema onde vou contar um pouco a experiência que tivemos e tentar alertar para pontos importantes.

Portanto, vamos ao lado prático da coisa. Como eu comentei aqui, o primeiro passo foi dado quando consultamos um conselheiro de emprego. A ajuda deles é bem generosa e as dicas sempre ajudam. Contudo, não dá pra se prender à 100% do que eles dizem. Acho que tive mais resultados positivos quando desencanei de certas regras e passei a confiar mais no meu taco. Outra coisa imprescindível é cadastrar-se em tudo quanto é alerte-emploi existente. Organizar a sua recherche e criar caminhos para facilitar o envio de CVs e cartas de apresentação pode fazer você economizar um bocado de tempo transformando isso em oportunidades. Acreditem, não é tarefa das mais fáceis essa de adaptar CV + carta para cada vaga interessante que aparece. É preciso muita paciência, disciplina e organização. E foco. Pequenos detalhes como, enviar uma mensagem ao empregador para agradecer pela entrevista, podem fazer a diferença. Participar de palestras, feiras e outros eventos voltados à quem quer uma chance no mercado de trabalho também é algo interessante. Enfim, é hora de saber colocar-se disponível, fazer uma boa vitrine e chamar atenção pro seu perfil.

Mas não há nada mais importante e que faça mais diferença na hora da entrevista do que o fato de estar bem preparado. E a gente NUNCA está logo de cara. Mesmo pra quem é fluente em francês/inglês, tem anos de experiência na sua área e/ou um diplomão absurdo. A chance de patinar algumas vezes é grande. O que significa “estar bem preparado”? É mostrar que você quer aquela vaga, conhece a empresa e se identifica com seus valores. Saber concatenar suas ideias, demonstrando suas competências e experiências, convencendo o cara que você é o melhor candidato, vendendo seu peixe. Agora imagina fazer tudo isso em francês e/ou inglês. E claro, com o tom de um profissional competente e respeitável e não como uma criança que acabou de entrar na école primaire. Isso pode levar mais tempo para algumas pessoas do que para outras. Praticar, fazer anotações, definir ideias do que vai ser dito e formular tudo isso. E praticar mais. Conhecer seu CV, conhecer-se. Não tem outro jeito. Estar preparado psicologicamente é outro fator fundamental. Nervosismo, ansiedade e pânico não combinam com a auto-confiança que você precisa deixar transparecer. Pois é, é duro! A minha conclusão: é preciso estar na hora certa e no lugar certo.

Felizmente, logo a coisa engata. A gente passa a dominar melhor o ambiente, fala com propriedade e chega até a receber elogios do entrevistador. Uma frase que se tornou meu guia nesse caminho muitas vezes ingrato da procura por uma oportunidade: “todo esforço é recompensado”. Sem dúvida que é. Mas tem que ralar. Atualizei os nossos Links Úteis com mais sites relacionados ao tema emploi, fuça lá e bonne chance!

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4 respostas para PROCURANDO EMPREGO: O LADO PRÁTICO

  1. Eu vim com meu emprego do Brasil. Continuo trabalhando para o Brasil em esquema home-office, mas pretendo me lançar a busca de emprego por aqui. Salário em dólar e poder exercitar o francês e o inglês são alguns dos meus motivos. Obrigada por compartilhar sua experiência. Abraços

  2. gabi disse:

    ah, esse primeiro emprego ….
    felizmente, ou infelizmente, eu consegui o meu com menos de 10 dias de terrinha, mas sei de pessoas que passam uns bons *meses* procurando (e obvio, meu primeiro job foi inferior ao meu job brasuca, virei PAB até poder ser nurse …)

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