DIVERSÃO: SIM!

E lá se foram 6 meses! Passou voando. Nesse período fizemos um bocado de passeios, conhecemos lugares lindos e tudo isso, na maioria das vezes sem gastar muito ou gastando zero. Sim, aqui isso é possível e não é sinônimo de “meia-boca” tampouco de aglomeração, baderna ou desorganização. A coisa começou a ficar boa mesmo depois que o inverno deu adeus.

É preciso dizer que o nível da organização e da divulgação de todos esses eventos pela cidade me impressiona a cada dia. Tenho certeza que os leitores já ouviram o mesmo comentário em outros blogs. E sendo um profissional da área, isso só me faz cada vez mais querer fazer parte disso tudo. Embasbacado é a palavra para definir-me quando dei conta do profissionalismo da coisa. Em poucos dias a Place des Festivals se transforma e
semana após semana ela se renova para novos espetáculos gratuitos e de qualidade, até que o verão acabe. Sem confusão, atividades para todas as idades e todos os gostos/bolsos. O trânsito aumenta um pouco mais na região mas nada que se compare com o que estamos (mal) acostumados. Flanelinhas, aonde?! Assim foram o Francofolies e o Festival de Jazz, e mais recentemente o Montréal Complètement Cirque, Juste Pour Rire e o Nuits d’Afrique. Fora os outros que não fomos por falta de tempo.

O mesmo profissionalismo a gente vê nos organismos que cuidam da promoção e divulgação do turismo nas regiões. Uma cidade simples, sem grandes atrativos como Trois-Rivières, por exemplo, consegue se embelezar e tornar-se parada obrigatória para todos que ali passam. O material à disposição do turista é vasto. Coisa linda! Quem já foi num centro de informação ao turista aqui sabe do que eu estou falando. Estradas, perto da
perfeição. Opções de hospedagem para todos os bolsos. E atrativos que variam dos culturais aos esportivos, parques, spas, compras… enfim. Não vejo a hora de poder viajar e conhecer cada canto desse lugar.

Então, mesmo com o escorpião no bolso, vejam quanta coisa bacana a gente já viu: o Biodôme, o Planetarium, no Jardin Botanique vimos a exposição “Papillons en Liberté”, o Insectarium, no Musée de Beaux-Arts vimos coisas lindas sobre a história e a cultura dos povos que habitaram o Peru. Fora os rolês de final de semana pelo Vieux-Port e pelos Parcs Jean-Drapeau (meu favorito!), de la Fontaine ou Mont-Royal, só pra tomar um sol e ver o povo na rua. Fomos também no Oratoire St-Joseph, esbaldamos nas delícias do Quartier Chinois, piquinicamos com amigos no Parc de la Nature, em Laval, fomos numa cabane à sucre deliciosa, em St-Isidore, percorremos parquinhos e jeux d’eau com a Laís pela cidade ou apenas relaxamos ao pôr-do-sol com o Lorenzzo. Ele, por sinal, já conhece todos os skate parks daqui. Recentemente visitamos o Parc Oméga e vimos vários animais nativos em seu habitat natural. O lugar é imenso, conservado e diversão garantida. Ah, e até o final desse verão planejamos pelo menos mais 2 rolês de bike por aí. Acho que não esqueci de nada.

Pra quem viveu na selva de pedra que é SP, isso aqui é o paraíso. E particularmente, é o fator responsável por 50% da minha alegria de aqui estar. Lembra quando a gente falava em “querer qualidade de vida” sem bem saber ao certo o que isso significava? Agora eu sei.

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2 respostas para DIVERSÃO: SIM!

  1. Les Lapins disse:

    Eu adoro isso tudo, essa organizaçao que você comentou, a falta de flanelas e outras mazelas, o “excesso” de atividades (acaba-nos faltando dia para curtir tanta coisa disponível!), e também o clima festivo que se instala, tudo tao na paz que podem ser frequentado por crianças, tanta gente tao diferente e sempre cada um tao na sua.
    Esses dias fomos em um grande evento onde os museus eram de graça, e fiquei pasma quando cheguei na unica praça de alimentaçao disponivel perto do museu: comidas gostosas e para todos os tipos de dieta e gostos, tudo a preços razoáveis (conheço um país, nem te falo onde é, que quando só tem um comércio ali no local do evento, a comida é vendida a preço de ouro!), tudo limpinho, pessoal gentil, wi-fi free-grátis e como se nao bastasse, ainda tinha uma vista maravilhosa! É assim que o dinheiro ganho no mês, rende mais aqui. Quanto precisaiamos ganhar em nosso país de origem para conseguir fazer tudo isso que vc. mencionou? Sem falar no “tempo livre” que la tb. é escasso (ou se trabalha ou se vive, as 2 coisas nao sao compatíveis!)
    Eu fico assisitindo tudo isso embasbacada como se fosse a primeira vez, e me dá uma felicidade tao grande de fazer parte desta minha nova pátria, mas tao grande que as vezes me da um nó na garganta!

    Felicidades nos próximos 6+6+6+6+6+6… meses!!

    Bjocas
    Erika

  2. Carlos Henrique disse:

    Nossa Thiago como passa rápido mesmo!!!
    Qualidade de vida é tudo que queremos e mais respeito com as pessoas que estão neste demorado processo de imigração, ou melhor, Processo de JUDIAÇÃO…
    Abraços
    Carlos Henrique

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